Histopatologia transcirúrgica:

Ferramenta tática da cirurgia oncológica

Uma ferramenta tática e decisiva que diminui o tempo de resposta, reduz custos e auxilia no tratamento adjuvante no leito cirúrgico. Transforme a incerteza em estratégia em questão de minutos. 

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*agendamento para uso exclusivo de clínicas/hospitais e médicos veterinários.

Câncer: um problema crescente

Com o aumento da expectativa de vida dos pets (Cães: 10-15 anos, Gatos: 12-16+), a incidência de neoplasias malignas tornou-se a principal causa de óbito em animais idosos. O diagnóstico rápido e precoce é crucial, pois evita a evolução do câncer e diminui a chance de recidivas e metástases.

Cronologia do diagnóstico

Tempo para resultado

O gráfico abaixo compara o tempo entre a cirurgia e o resultado diagnóstico histopatológico, tanto pela histopatologia convencional de rotina (dias) e a transcirúrgica (imediata).


A análise transcirúrgica por congelamento diminui acentuadamente o tempo para o diagnóstico e muda radicalmente a cronologia da tomada de decisão. Isto permite ao clínico/oncologista a tomada de decisões e tratamentos adjuvantes durante o procedimento cirúrgico.

Benefícios da transcirúrgica


Resposta em minutos

Enquanto o exame histopatológico convencional de rotina leva dias (fixação em formol), a congelação fornece respostas diagnósticas em 15-20 minutos durante o procedimento cirúrgico.


Redução de custos associados

Evita segundas intervenções cirúrgicas, reduzindo custos de novo internamento, pós-cirúrgico, nova anestesia e riscos ao paciente, além do custo emocional do envolvimento do responsável pelo animal.


Margens cirúrgicas

Permite ampliar a margem no mesmo procedimento caso a análise indique comprometimento, mitigando as chances de recidiva.

Dimensões financeiras e emocionais


Fator de CustoHistopatologia ConvencionalHistopatologia Transcirúrgica
Investimento Direto Menor (Custo apenas do exame).  Maior (Exame + Plantão do Patologista).
Anestesia  Risco de 2ª anestesia (se margens estiverem comprometidas). Anestesia única.
Logística Hospitalar Novas consultas, exames pré-operatórios, cirurgia e internação para reintervenção. Resolução em um único procedimento.
Medicamentos Dobro de gastos com antibióticos, analgésicos e cuidados pós-operatórios. Redução drástica no volume total de fármacos.

Impacto Emocional

 Dias de agonia para o diagnóstico, nova intervenção e cuidados pós-operatórios. 

 Medo de submeter o animal idoso a uma segunda intervenção.

 Maior sensação de segurança de tudo ser resolvido no mesmo procedimento. 

 Diagnóstico, ampliação de margens e decisões rápida, com mitigação da possibilidade de novas intervenções.

Custo Total e ROI Pode custar até 2,5x mais se houver recidiva. Melhor custo-benefício global comprovado.


Custo total acumulado

Estimativa de gastos médios em um caso de Mastocitoma com reintervenção:



-60%

Tempo de resposta

-40%

Custo de Longo Pr​azo​

-80%

Estresse do tutor

Comparativo técnico dos diagnósticos

Entenda as forças e limitações da Citologia, Histopatologia Convencional e Biópsia Transcirúrgica por Congelação. Todas as técnicas podem ser utilizadas nas avaliações transcirúrgicas, dependendo da necessidade do caso.

Citologia

 Baixo Custo
 Minimamente invasivo
 Rapidez no resultado
 Perda de arquitetura tecidual
 Diagnóstico nem sempre definitivo (falsos positivos e falsos negativos)

Leia mais sobre este exame

Histopatologia Convencional

 Padrão-Ouro (Gold Standard)
 Máxima qualidade de lâmina
 Tempo longo para diagnóstico (Dias)
 Não permite tratamentos ou mudanças intraoperatórias

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Transcirúrgica (Congelação)

 Rapidez (Minutos)
 Preserva arquitetura
 Custo mais elevado
 Precisa histopatologia convencional para confirmação (falsos positivos ou negativos)

Leia mais sobre este exame

Eficácia e resultados

Estudos da literatura indicam uma alta concordância entre o diagnóstico transcirúrgico e o histopatológico final (padrão-ouro), quando a técnica é bem aplicada (aprox. 93%). A maior parte das discordâncias e resultados inconclusivos estão relacionadas à amostragem (66%) e interpretação (33%).


O resultado da avaliação transcirúrgica é imediata para o cirurgião/oncologista e podem ser das seguintes maneiras:

  • Neoplasia vs. Inflamação
  • Maligno vs. Benigno
  • Carcinoma vs. Sarcoma
  • Diagnóstico presuntivo vs. definitivo
  • Margem livre vs. comprometida

Matriz de decisão clínica

(aplicabilidade por neoplasia)

 Mastocitoma

Uso recomendado (indicação)

 Recomendado na grande maioria dos casos. Utilizado para diagnóstico transoperatório, avaliação de margens cirúrgicas e identificação de linfonodos sentinela. 

Limitações específicas

A graduação (estadiamento) tumoral e a presença de metástase nodal só podem ser obtidas na histopatologia convencional. Tumores pouco diferenciados podem ter recidiva mesmo com margens livres.

 Sarcoma de tecidos moles

Uso recomendado (indicação)

 Uso limitado. Utilizado para diagnóstico transoperatório, avaliação de margens cirúrgicas, principalmente de tumores únicos.

Limitações específicas

Resultados falso-negativos das margens podem ocorrer devido ao padrão de infiltração dos sarcomas em planos fásciais. Sarcomas múltiplos tem contraindicação de uso.

 Carcinoma de células escamosas

Uso recomendado (indicação)

 Recomendado na grande maioria dos casos. Utilizado para diagnóstico transoperatório, avaliação de margens cirúrgicas e identificação de metástase em linfonodos sentinela.

Limitações específicas

Resultados falso-negativos das margens podem ocorrer, principalmente em carcinomas mais agressivos e pouco diferenciados. Carcinomas invasivos podem fazer metástases/recidiva através da via linfática intradermal/subcutânea.

 Tumores de glândula hepatoide (perianais)

Uso recomendado (indicação)

 Recomendado na grande maioria dos casos, tanto para adenomas quanto para carcinomas. Utlizado para avaliação de margens cirúrgicas.

Limitações específicas

Resultados falso-negativos das margens podem ocorrer, principalmente em carcinomas mais agressivos e pouco diferenciados. Carcinomas invasivos podem fazer metástases/recidiva através da via linfática intradermal/subcutânea.

 Osteossarcoma

Uso recomendado (indicação)

 Uso limitado ao diagnóstico de presença ou ausência de neoplasia. Não deve ser utilizado na decisão de amputação alta ou baixa.

Limitações específicas

Diagnósticos falso-negativos ocorrem quando não há amostragem profunda intraóssea. Contraindicado para osso mineralizado (exige descalcificação).

 Tumores mamários

Uso recomendado (indicação)

  Uso limitado. Indicada apenas na decisão entre neoplasia ou não; e entre maligno ou benigno. Pode ser indicado para avaliação de linfonodos sentinelas

Limitações específicas

Necessária histopatologia convencional para correta diferenciação de malignidade, classificação e estadiamento.

 Linfoma

Uso recomendado (indicação)

  Uso limitado à contraindicado. Pode ser utilizada juntamente com a citologia para decisão binária entre ser linfoma ou outra doença.

Limitações específicas

Não é possível classificar os linfomas.

 Tumores hepáticos e esplênicos

Uso recomendado (indicação)

  Uso limitado à contraindicado. O diagnóstico definitivo para tumores esplênicos e hepáticos só pode ser obtido através de biópsias excisionais (excisão completa).

Limitações específicas

Falso-negativos e positivos podem ocorrer com frequência em biópsias incisionais.

 Tumores vesicais

Uso recomendado (indicação)

  Uso limitado. Indicado para confirmação ou não de neoplasia.

Limitações específicas

Recidivas e metástases por implantação podem ocorrer, mesmo com margens livres.

 Biópsia por tru-cut guiada por US ou Tomografia

Uso recomendado (indicação)

 Recomendado na grande maioria dos casos. Utilizado para garantir que a amostragem é diagnóstica.

Limitações específicas

Falso-negativos podem ocorrer se a amostragem não for satisfatória, principalmente em tumores muito pequenos.

Consulte sempre o patologista

Para dúvidas, aconselhamentos e marcações, converse com seu patologista. A troca de experiências é a chave para um diagnóstico bem sucedido!

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